Sob o olhar de Angelina

Sob o olhar de Angelina_P2.png
imagem: Cassiano Rodka

por Clarice Casado

“Querida Mamãe,

Você não pode parar de fazer poemas. Que ideia maluca é essa?

Você diz que não é falta de inspiração, mas sim falta de vontade. Pois eu acho que não é nada disso. Acho que é só questão de você voltar a abrir seus olhos. Esses olhos que você gosta tanto de maquiar. Esses olhos antes contidos, hoje tão curiosos…!

Você sempre me conta que era uma menina muito tímida, tão diferente de mim. Sendo assim, você observava todo mundo quietinha, e depois registrava tudo no seu diário. Ali, você começou a ser escritora, sem perceber. Quando eu os li, pensei (e te disse!) que você poderia ter sido uma amiga minha, caso existisse máquina do tempo e nos encontrássemos! E eu iria te ajudar a ser menos tímida, e juntas inventaríamos belas histórias.

Hoje você não é mais tímida: é professora, e escreve coisas lindas que às vezes fazem as pessoas chorarem. E agora até canta e toca violão conosco. Mamãe, fala a verdade: você enganou aquela menina tímida, né? Ou melhor, mesmo sem máquina do tempo, nos tornamos grandes amigas, e eu te ajudei a ser como você é hoje! Confesso: quando “morei” na sua barriga por nove meses, plantei uma sementinha de coragem…! E então, quando eu nasci, você começou a se transformar na mulher que é hoje: aquela que semeia todos os dias poesia na minha imaginação.”

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