Introduce Yourself – 30 anos

FNM-IntroduceYourself

por Cassiano Rodka

O segundo álbum do Faith No More está completando 30 anos neste mês de abril. “Introduce Yourself” foi o último disco com o vocalista Chuck Mosley e abriu as portas para o som que surgiria no seu sucessor, o aclamado “The Real Thing”.

Com a música “We Care a Lot” tocando nas rádios alternativas, o Faith No More conseguiu firmar um contrato com uma grande gravadora, a Slash Records. Assim, a banda entrou em estúdio com o intuito de gravar um novo disco que ampliasse o seu alcance.

“Introduce Yourself” é um disco bem mais alegre do que o seu antecessor, “We Care a Lot”, que trazia um som pós-punk com clima gótico e industrial. Em seu segundo álbum, a banda estava certamente procurando um público maior para as suas canções, o que possibilitou o surgimento de músicas mais pop, como o single “Anne’s Song” e a faixa de abertura “Faster Disco”. O clima mais sombrio e pesado ainda permanece em músicas como “Blood” e “Spirit”. Algumas canções foram mantidas nos setlists dos shows mesmo depois da saída de Chuck Mosley da banda. É o caso de “The Crab Song”, “Chinese Arithmetic”, “Death March” e “Introduce Yourself”, que são sempre muito bem recebidas pelos fãs mais ávidos.

A turnê de divulgação do disco foi um pouco conturbada, já que Chuck aparecia bêbado em alguns shows ou, pior ainda, simplesmente não dava as caras. Reza a lenda que o cantor dormiu no palco durante o show de lançamento do álbum. Ele acabou sendo chutado e substituído no ano seguinte por Mike Patton.

Comparando “Introduce Yourself” com o sucessor “The Real Thing”, dá para sentir que a banda já estava seguindo um novo caminho, menos dark e mais acessível. Nem por isso menos estranho. De todos os álbuns do Faith No More, que sempre foram muito diferentes uns dos outros, acho esses dois os mais próximos. Com exceção do vocal, o universo das canções não é tão distante, como se “Introduce Yourself” fosse realmente um cartão de visitas de uma nova fase.

A Slash Records já relançou todos os discos da banda em versão deluxe, com exceção do nosso aniversariante do mês. Vamos torcer que a gravadora reconheça o valor desse clássico do Faith No More e nos presenteie com uma versãozinha esperta até o fim do ano.

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