melhoresde2015-chamada

Os melhores de 2015

por Cassiano Rodka

O ano de 2015 não ofereceu uma enxurraaada de bons discos, mas, como sempre, há aqueles que fazem a vida valer a pena. (Dramático, mas verdadeiro!) Aqui vão os meus preferidos, em ordem de lançamento. Aproveito para desejar um ótimo Ano Novo a todos os leitores desta coluna!

Therapy? – Disquiet
Depois de lançar dois discos de composições roqueiras mais complexas e introspectivas, o Therapy? resolveu buscar o clima punk juvenil que caracterizava a banda no passado para criar as músicas de “Disquiet”. Com arranjos mais crus e riffs pesados, a banda revisita a sua época áurea, mas sem grandes saudosismos, criando belos novos clássicos, como os singles “Still Hurts” e “Deathstimate”.

Faith No More – Sol Invictus
Após uma volta aos palcos que mostrou que a banda ainda tinha muito vigor para tocar, era mais do que justo o Faith No More entrar em estúdio e pôr a criatividade para funcionar em novas composições. O resultado surpreendeu mesmo os mais ávidos fãs e “Sol Invictus” provou-se uma bela adição à discografia dos caras. Com canções bem construídas e letras bem humoradas que falam de zumbis e ressurreição, o grupo deixou claro que está de volta ao mundo dos vivos.

Mac McCaughan – Non-Believers
Em seu primeiro disco solo, o vocalista do Superchunks dá um mergulho no gênero que o fez gostar de música quando adolescente: o new wave. Utilizando muitos sintetizadores e batidas eletrônicas, o músico explora um outro lado de sua personalidade musical e nos apresenta composições com um sabor do passado mas com o pé firme no presente.

Jaga Jazzist – Starfire
Os noruegueses do Jaga Jazzist direcionaram a sua jornada nu-jazz por um caminho mais eletrônico e acertaram em cheio em “Starfire”. O namoro do grupo com a eletrônica no passado era sempre muito experimental e aleatório. No novo disco, a banda parece ter focado mais na construção das batidas e nos arranjos, resultando em composições mais consistentes. Nada disso atrapalhou o gosto da banda pelo improviso, resultando num belo casamento entre a estruturação e o puramente orgânico.

FFS – FFS
A união de duas belas bandas só poderia dar em um discaço! Com mais de 40 anos de estrada, os americanos do Sparks juntaram forças com os escoceses do Franz Ferdinand para criar o supergrupo FFS. O estilo dos dois grupos casou muito bem, o Franz ganhou um toque mais experimental e o Sparks, por sua vez, ganhou um sabor pop, dando vida à músicas que trazem um pouco de cada banda, mas com algo de novo para os fãs de cada uma delas.

John Grant – Grey Tickles, Black Pressure
Em seu terceiro disco, John Grant vem mais eclético do que nunca. O músico americano radicado na Islândia mescla o folk dos seus primeiros anos à música eletrônica noventista que caracterizou seu segundo disco e adiciona elementos de funk, fifties e arranjos orquestrados. Assim, “Snug Slacks” lembra a fase áurea do Prince enquanto “Down Here” mescla o folk de Leonard Cohen a boas pitadas de jazz. O humor das letras do compositor continua ácido e a instrumentação está primorosa, garantindo ao músico o posto de um dos melhores compositores dos últimos tempos.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s