40 anos do Blondie

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por Cassiano Rodka

“Blondie é o nome de um grupo!” É o que estava estampado nas camisetas e pôsteres que a banda vendia nos idos de 1978. Com a loirinha Debbie Harry no centro do palco comandando os vocais e chamando as atenções, era costumeiro o público confundir e achar que Blondie era o nome da cantora. Mas naquele mesmo ano, a banda ganharia maior notoriedade e, com o lançamento de “Paralel Lines”, seu terceiro disco e grande clássico da carreira, o nome do grupo se tornaria conhecido mundialmente e, em 2006, garantiria seu espaço no Rock and Roll Hall of Fame.

Formado em 1974 por Debbie Harry e pelo guitarrista Chris Stein, o Blondie tornou-se rapidamente um grupo bem cotado no circuito alternativo de Nova York, virando figurinha constante nas noites dos clubs Max’s Kansas City e CBGB. Completavam a formação original o baterista Clem Burke, o tecladista Jimmy Destri e o baixista Gary Valentine. O nome da banda era uma brincadeira com a maneira que muitos homens se referiam à Debbie: “Ô, loirinha!” Assumindo o apelido como título do conjunto, a cantora subia nos palcos e mostrava o que aquela “loirinha” era capaz de fazer. E não era pouco. Debbie Harry roubava a cena em uma época em que havia pouquíssimas mulheres no rock – ainda menos no punk. Entrava no palco e enfrentava um público quase só masculino sem se intimidar. Cantava a música “Hanging on the Telephone”, do grupo punk The Nerves, como se fosse sua – ao ponto de ninguém, até hoje, reconhecer que trata-se de uma cover. Fazia questão de incluir a faixa disco “Heart of Glass” no setlist, contrariando os punks, que não curtiam o hit. Compôs não só o primeiro rap feminino da história da música, como o primeiro rap a chegar no topo das paradas americanas, o clássico “Rapture”. A “loirinha” não é brincadeira!

A banda nunca se prendeu a rótulos e, apesar de serem constantemente ligados ao movimento punk, eles sempre experimentaram com diferentes gêneros musicais. Além de punk, new wave, rap e disco, o Blondie se aventurou também no reggae (destaque para o hit “The Tide Is High”), na eletrônica (em especial no álbum “The Curse of Blondie”) e, mais recentemente, na música latina (o single “Sugar on the Side” conta com a participação da banda colombiana de tecnocumbia, Systema Solar). O mais recente disco e décimo da carreira chama-se “Ghosts of Download” e foi lançado neste que é o ano em que celebra-se os 40 anos do grupo. Para comemorar a ocasião, o novo álbum foi lançado junto com um CD só de regravações de alguns dos maiores sucessos do Blondie, incluindo “One Way or Another”, “Call Me” e “Atomic”. A banda está atualmente em turnê e os músicos já anunciaram que passarão por lugares que nunca foram antes. Quem sabe teremos essa chance? Como diria Debbie Harry: “Dreaming is free”.

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