Crônicas de viagem – Nova Zelândia: descendo

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imagem: Ana Nitzan

por Marcella Marx

“If you have a big ego, try taking it on a canoe and place it in the middle of the ocean, only then you will see how big your ego is.”
Maori Saying

Viajar pela Nova Zelândia nos deu uma importante sensação de pequenez, pelo próprio tamanho do país, mas principalmente em relação ao vasto oceano que o circunda. A civilização mais próxima, a Austrália, fica a mais ou menos 4 horas de avião. Aqui ainda é possível dirigir quilômetros sem avistar qualquer ser humano, apenas ovelhas, e mais muitas ovelhas.

Nosso caminho foi a beira Mar da Tasmânia e através de interessantes formações rochosas, como as “Pancake Rocks” que possuem esse nome pois foram sedimentadas em camadas idênticas à panquecas. O Mar da Tasmânia cavou diversos túneis, por onde é possível ver a explosão das ondas que quebram nas rochas. Chegamos, no final da tarde, à pequenina cidade de Hokitika. Armamos nossa barraca e tiramos um cochilo até a meia noite, quando saímos em caminhada noturna para ver a “Glow Worm Dell”, uma caverna muito diferente, repleta de centenas de milhares de vagalumes. Na entrada, há um aviso para manter as lanternas desligadas e para fazer silêncio. Tenho que confessar que foi como entrar num mundo paralelo, do qual eu não tinha a menor vontade de sair. Fomos um dos primeiros a chegar e só saí porque fui literalmente puxada para fora. Imagine o lugar mais fantástico que você puder, e mais, não é possível descrever!

No dia seguinte, partimos para Haast, outra pequena cidade no circuito dos Glaciares. Dessa vez, visitamos apenas o “Fox Glacier”, “Franz Josef” o menor, é meu preferido, mas fica mais afastado. Fox é avassalador, mas está cada vez mais difícil de alcançá-lo e cada vez mais claras as consequências do aquecimento global. Logo na chegada e ainda no carro é possível ver as marcações de localização da geleira encolhendo no decorrer das décadas. Da última vez que o visitamos era possível chegar até o rio que corre por baixo do grande Fox, pegamos nas mãos pedaços enormes da geleira e sentimos bem de perto seu vento cortante. Dessa vez, não. Agora só é permitido vê-lo bem de longe. Continua.

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