Carta do adeus

Carta do adeus_P2.jpg
imagem: Cassiano Rodka

por Isabel Dall’Agnol

São os teus olhos
que me ganham.
E o aconchego
pela manhã.

Sempre que fito o teu
semblante triste,
me perco.
Nosso elo ilumina
meu escuro.

Tua carência é
a minha identidade.
Teu abraço alimenta
o meu dia.

Sabemos do nosso tempo.
Assim como do que dele
foi feito.

Nossas recordações
estão escondidas em
um manto de segredos.

Sabes que não posso ficar.
Pude ver naquele teu caminhar.
Desejo tanto te carregar.

Sinto a dor do meu partir,
disfarçada de tudo o que
não penso.

Não te vejo,
mas te tenho.

Não haverá uma noite
em que meu pescoço
não esperará que nele
te derrames.

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