Exorcizando os fantasmas com John Grant

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por Cassiano Rodka

John Grant iniciou bem a sua carreira solo ao lançar em 2010 o álbum “Queen of Denmark”. A bela seleção de canções folk, baladas de piano e letras confessionais chamou atenção da mídia especializada em música, culminando na nomeação do disco como um clássico instantâneo pela revista Mojo.

Depois de 10 anos liderando a banda The Czars (de 1994 a 2004), o músico norte-americano quase desistiu da carreira ao ver todos os integrantes do grupo perderem o interesse no trabalho que haviam desenvolvido juntos. Passado algum tempo, a frustração foi se dissipando e Grant voltou a compor em seu piano. Decidiu registrar suas novas canções ao lado dos músicos texanos da banda Midlake, que tornaram-se amigos e estiveram sempre ao lado do cantor insistindo que ele não desistisse de continuar criando.

“Queen of Denmark” foi um recomeço para o compositor, que decidiu escrever letras extremamente pessoais para acompanhar as suas canções folk. Amores não correspondidos, uso de drogas e a dificuldade em se descobrir gay e soro positivo em meio a uma família super católica são alguns dos tópicos recorrentes. Apesar de explorar temas tristes, o tom do cantor é sempre bem humorado, otimista e desbocado, ao estilo do compositor Mark Everett do Eels.

O trabalho de Grant agradou a cantora irlandesa Sinéad O’Connor, que elogiou o álbum de estreia do músico e gravou a faixa título em seu disco “How About I Be Me (And You Be You)?” de 2012. A gravação aproximou os dois cantores e ocasionou a participação de O’Connor em 4 faixas do segundo álbum solo de John Grant, “Pale Green Ghosts”.

Lançado em 2013, “Pale Green Ghosts” é o resultado da parceria de John Grant com o produtor islandês Birgir Þórarinsson, mais conhecido pela sua banda eletrônica Gus Gus. Gravado em Reykjavik, onde Grant passou a morar, o álbum mescla o piano folk do compositor a sintetizadores dos anos 80, dando uma personalidade muito particular à sonoridade das canções. Com letras inteligentes e melodias contagiantes, o disco promete conseguir destaque em muitas listas de melhores do ano – certamente já tem cadeira cativa na minha!

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