Mallu Magalhães no Opinião

Mallu Magalhaes Pitanga em POA.jpg
imagem: Cassiano Rodka

por Cassiano Rodka

“Pode falar que eu não ligo. Agora, amigo, eu tô em outra. Eu tô ficando velha, eu tô ficando louca.” As frases que abrem a primeira música de trabalho de Mallu Magalhães deixam clara a sua atitude: chega desse papo de criança prodígio e me deixem em paz para namorar quem eu quero. Com o lançamento do disco “Pitanga”, a cantora surge mais amadurecida e em busca de uma voz só sua. Menos folk e mais MPB, as canções do disco mostram uma clara influência do namorado Marcelo Camelo em direção à brasilidade, mas mantendo toques do som norte-americano que sempre foi a base da compositora. O que era B E A, agora surge como Bm E7/9 A7+. Uma mudança de som e atitude que despertou meu interesse em conhecer mais do novo trabalho da cantora.

No dia 6 de setembro, Mallu Magalhães esteve em Porto Alegre com a turnê do disco “Pitanga” e fui com a minha irmã Camila conferir o show no Opinião. Ao vivo, a nova fase da cantora fica ainda mais perceptível. A garotinha fofa parece cada vez mais dar lugar à uma mulher segura de si. É curioso também observar como funciona o crescimento da popularidade de um artista. Mallu ficava verdadeiramente surpresa ao escutar o público cantando em coro as músicas do álbum novo. E fazia cara de estranhamento quando as pessoas gritavam enlouquecidamente pelo mero fato de ela levantar os braços ao dançar. Dava para ver que aquela adoração era uma novidade com a qual ela ainda não está acostumada.

Acompanhada por uma banda de bons músicos, a compositora mostrou todas as suas novas canções, adicionando uma que outra velha conhecida, como “Te Acho Tão Bonito” e “Compromisso”, e algumas covers, como a bela versão de “All of Me”, da Billie Holiday. As faixas de “Pitanga” foram quase todas cantadas em coro, desde o início com “Cedo” até a finaleira com “Sambinha Bom”. Mallu assumiu controle do teclado em “In the Morning” e em algumas outras canções tocou ukulelê. Durante “Velha e Louca”, não usou qualquer instrumento, deixando-se levar pelo balanço e pela letra de seu novo hino. No final do show, Mallu mandou uma cover bem bacana da canção “Me Gustas Tu”, do Manu Chao. Com um vocal mais gritado do que o costumeiro, a cantora deixou claro que ainda tem muitas outras vozes dentro de si. Pois que venham mais e mais novas Mallus.

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