Canção de meu exílio

cancaodemeuexilio.jpg
imagem: Cassiano Rodka

por Marcella Marx

Penso como seria sentir a falta de uma terra que nunca fui obrigada a deixar,
e enxergá-la com olhos de pureza e de vontade.
“Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá…”
A minha tem arranha céus e um periquito que de vez em quando ouço cantar…
Como canto soa mais alto e cala mais fundo quando há a ameaça do calar.
Material do poeta é também esse sofrimento que nunca senti.
Queria com minha canção fazer Vinícius chorar,
como quando ele ouviu o poema de Gullar.
Me resta apenas ir lá no fundo de dentro de mim.
Bem no miolo.
E, mesmo que seja meio inventado, meio imaginado, meio real
“não permita Deus que eu morra..”
sem que eu me entregue ao Meu exílio
bem no meio da sala, sentada no sofá.

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