Os 11 melhores de 2011

por Cassiano Rodka

Mais um ano termina, mais uma lista surge. Yaaay!

Daan – Simple
O primeiro grande disco que escutei em 2011 foi, sem dúvida, “Simple”. Nele, o compositor belga Daan Stuyven revisita algumas das músicas preferidas de seu repertório, desde sua época no Dead Man Ray até sua carreira solo. Despindo as canções de toda as camadas de produção que normalmente dominam seus discos, o cantor deixa suas melodias brilharem em versões simplificadas.

Eddie Vedder – Ukulele Songs
Munido apenas de um ukulele, o vocalista do Pearl Jam lançou um dos discos mais gostosos de se escutar nos últimos tempos. Com a sonoridade simples e divertida do instrumento, Eddie Vedder construiu um lindo repertório de canções que vão desde rocks antigos até músicas novas compostas para o disco.

Filipe Catto – Fôlego
Se tem um nome que ecoou Brasil afora no ano passado foi o de Filipe Catto. O cantor gaúcho conquista facilmente com seu tom de voz único e melodioso. Não bastasse o excelente instrumento que a natureza lhe deu, Filipe mostra ainda um grande talento para a composição, criando músicas de estruturas interessantes e letras maduras.

The Rapture – In the Grace of Your Love
Depois de deixar a banda devido a uma forte depressão, o vocalista Luke Jenner voltou atrás e criou esse que é provavelmente o melhor álbum dos caras. O motivo da desilusão pessoal foi o suicídio de sua mãe e o cantor extravasou sua frustração em algumas das letras, como “Miss You”. Mas o nascimento de seu filho ajudou a passar os maus bocados, como ele conta em “How Deep Is Your Love?”. Aliás, uma das músicas do ano, facinho!

Marcelo Camelo – Toque Dela
Se o primeiro disco de Marcelo versava sobre solidão, o segundo trabalho é sobre a serenidade de encontrar um par. Com canções mais animadas, o compositor deixa a calmaria um pouco de lado para dançar e celebrar a alegria de estar apaixonado.

Beirut – The Rip Tide
Em seu terceiro trabalho de estúdio, o Beirut deixa claro que criou um som que é só seu. Reconhecível, mas sem ser repetitivo. Zach Condon mescla o tradicional e o contemporâneo com muita naturalidade, criando canções que trazem uma sonoridade fresquinha, mas com toques retrô que parecem estar no imaginário coletivo. Comfort music?

Tom Waits – Bad as Me
Depois de sete anos sem gravar um disco de inéditas, Tom Waits finalmente voltou ao estúdio para contar novas histórias de personagens incríveis. Sua inconfundível voz, ora urrada, ora sussurrada, costura palavras em deliciosas melodias que vão do jazz ao folk rock. Se você ainda não conhece o som do cara, esse é um bom disco para começar o inevitável vício.

The Real Tuesday Weld – The Last Werewolf
Em 2003, Stephen Coates criou uma trilha sonora para o livro “I, Lucifer” de Glen Duncan, o que acabou resultando em um de seus melhores álbums. Oito anos depois, a dobradinha se repete em “The Last Werewolf”, uma trilha para o novo trabalho de Glen Duncan. O resultado? Provavelmente o melhor disco do The Real Tuesday Weld, onde Coates prova que ninguém como ele consegue casar o jazz dos anos 40 com os mais diversos ritmos da atualidade. Gênio!

R.E.M. – Collapse into Now
Com 30 anos de carreira e 15 álbuns lançados, o R.E.M. decidiu que era chegada a hora de contar o capítulo final da história da banda. Em seu último disco, Michael Stipe e companhia souberam fechar bem sua extensa discografia, oferecendo uma boa dose do que eles ensinaram a tantas bandas alternativas: um rock melodioso, orgânico e cheio de energia.

Foo Fighters – Wasting Light
Depois de deixar as baquetas do Nirvana, ninguém sabia ao certo que destino teria a empreitada de David Grohl na liderança de sua própria banda. Chegando ao 7º disco do Foo Fighters, acho que ninguém mais duvida do potencial de Dave no comando. Aliando peso à melodias pop, o guitarrista mais uma vez consegue criar grandes hits roqueiros para serem batucados no canto da mesa e cantados aos berros.

Jello Biafra and the Guantanamo School of Medicine – Enhanced Methods of Questioning
Depois de um ótimo disco de estreia em 2009, Jello Biafra não se segurou e lançou um novo EP ao lado de sua nova banda, a Guantanamo School of Medicine já em 2011. O resultado são 6 excelentes canções regidas pelo vocal endiabrado de um dos pais do punk. Quem precisa de 12 músicas?

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