Yummy New York City Chronicles – One

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imagem: Clarice Casado

por Clarice Casado

Sim, leitores, I did it again: fui para New York City! Já perdi a conta de quantas vezes estive na Big Apple, e toda vez que ponho os meus pezinhos ítalo-brasileiros naquela terra, Oh, my Gosh… It’s pure fun!

Ano passado eu contei a vocês das delícias e excentricidades do SoHo e adjacências. Dessa última vez, fiquei hospedada mais uma vez no boêmio e modernoso bairro, e foi de novo uma experiência única. Assim é comigo em NYC: a cada vez, parece que estou visitando uma nova cidade. Tudo me encanta e me diverte, como se eu estive sentindo tudo pela primeira vez, vendo tudo com olhinhos de criança.

Não sei se já comentei isso com vocês, mas um dos meus maiores prazeres na vida é comer bem. E beber bem. Não consigo dizer qual dos dois me satisfaz mais. Para mim, pelo menos 50% do sucesso de uma viagem baseia-se em boas escolhas de restaurantes. Aprendi a preparar minhas viagens fazendo profundas pesquisas sobre bons lugares para comer, mas aprendi também que optar pelo inusitado também vale muito a pena. Hotéis de qualidade, por exemplo, de regra irão indicar excelentes lugares para comer. Foi o que aconteceu comigo (e com meu marido, companheirão de viagem há séculos) desta vez em NYC.

O The Mercer, nosso hotel favorito em NY, localizado no coração do SoHo, na Mercer com a Prince, só nos deu dicas boas: lugares badalados, modernos, cheios de gente bonita e trendy, com comidas e bebidas deliciosos. E, algo bem importante, para mim: frequentados pelos locals, ou seja, as pessoas que moram em NYC. Eu tenho pavor de restaurantes e lugares lotados de turistas: se alguém quiser me ver de mau-humor em uma viagem, me larga no meio do Times Square, do Champs Elisées ou da Fontana di Trevi…!

Foi em razão desse meu amor pela comida que decidi falar disso dessa vez: restaurantes de NYC, according to Clarice Casado! Fiz uma divisão para fins “gastronômico-didáticos”, entre orientais e ocidentais, e nesta crônica, inicio pelo Oriente. And here we go!

Queríamos muito comer em um thai de NY. Adoramos esse tipo de comida, e, por incrível que pareça, nosso restaurante thai favorito no Brasil não fica em São Paulo, mas em Porto Alegre, o Koo Pee Pee. Pois bem, fui pedir uma indicação de thai restaurant para o nosso jantar à uma das simpáticas meninas da recepção do Mercer, a Vilmarie, que nos conhece há um tempão. Veio ela, com sua voz de veludo, me falar no KITTICHAI. Pertinho do hotel, na Thompson Street, “walking distance”, afirmou ela. E lá fomos, eu me equilibrando corajosa nos meus sapatos Louboutin, me sentindo uma personagem de Sex and the City, mas com marido!

O KITTICHAI agrada desde a entrada, porque é um lugarzinho à meia-luz super aconchegante, que fica dentro do hotel boutique 60 Thompson. A decoração tem a cara do Oriente, e as mesas são super próximas, lembrando um bistrô francês, mas nem isso nos tirou a felicidade lá dentro. Os garçons, muito atenciosos, todos com jeito de que nasceram e se criaram no SoHo, fazem de tudo para fazer com que você se sinta na sala da casa da sua avó tailandesa.

Escolhemos um drink com vodca, lychee (lichia) e lemongrass (capim-limão) que era de enlouquecer de tão bom. A lichia é muito usada na culinária oriental, pelo que tenho notado. Começamos a observar o que o resto do pessoal estava comendo, para ver o que tinha mais saída: os locals por certo deveriam saber o que era mais gostoso por ali. Como entrada pedimos as baby back ribs with Mekhong whiskey barbeque sauce (costeletas de porco com molho picante de whiskey). Umas costelinhas perfeitas, macias e spicy na medida certa. Nota dez! Os pratos principais seguiram na mesma linha de perfeição. Meu marido pediu shrimp with sweet pepper (camarão ao molho de pimenta doce), que tinha uma aparência linda e um sabor melhor ainda. Eu escolhi uma coisa divina: scallops with coconut (vieiras ao molho de leite de côco), uma mistura fabulosa…! Sou grande fã de vieiras, acho que é um dos frutos do mar mais delicados e de sabor peculiar. Tudo isso regado ao tal drink, do qual infelizmente não tomei nota do nome. Íamos pedir uma champagne, bebida que acho que casa perfeitamente com comida oriental, mas a bebidinha de lichia e capim-limão caiu tão bem com o toque spicy da thai food, que seguimos nele até o final.

Sobremesa, infelizmente não encontrou espaço. E voltamos caminhando de volta ao hotel, felizes e satisfeitos, eu já não mais tão equilibrada nos Louboutins – mas estávamos em NYC, afinal, cidade onde ninguém se importa com o que o outro está usando, fazendo, comendo ou bebendo!

E tem mais delícias gastronômicas novaiorquinas na próxima crônica, aguardem!

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