10melhoresde2010

Os 10 melhores de 2010

por Cassiano Rodka

Nada melhor que começar o ano fazendo aquela famosa listinha de melhores do ano passado. Em 2010, tivemos belos shows no Brasil (Paul McCartney, baby!) e alguns bons lançamentos musicais também. Então aqui vão os 10 discos que fizeram meu 2010 mais 10! ;P

Eels – End Times
O primeiro grande disco que escutei em 2010 foi, sem dúvida, “End Times”. Seguindo o álbum “Hombre Lobo”, que explorava o tema do desejo humano, o Eels compôs um conjunto de músicas que versam sobre o que acontece quando o desejo não é realizado. As canções tristes e intimistas foram gravadas com uma produção caseira, dando destaque aos violões e vocais de Mark Everett em letras desesperançosas e cabisbaixas.

Eels – Tomorrow Morning
Não satisfeito em lançar um dos grandes álbuns do ano, Mark Everett apareceu com um segundo (e ainda melhor) disco em 2010. “Tomorrow Morning” fecha a trilogia de álbuns do Eels – que começou em 2009 com “Hombre Lobo” – com chave de ouro. Explorando um lado mais eletrônico, com arranjos de teclados e sintetizadores, Mr. E acertou na aposta, resultando em um disco diverso, com músicas que vão do experimental ao pop.

The Heavy – The House That Dirt Built
Uma das melhores bandas a surgirem nos últimos tempos, o Heavy mistura riffs de guitarra pesados com funk, jazz e hip hop. As letras são cantadas com maestria pelo vocalista Swaby, que sabe muito bem dosar sua voz com a emoção do soul e o desespero do rock. As influências vão desde Led Zeppelin até Ennio Morricone, misturadas criativamente pela banda em arranjos bem particulares.

Mike Patton – Mondo Cane
O que todo fã de Mike Patton sonhava finalmente tornou-se realidade! Ver Patton assumir o papel de crooner no maior estilo Frank Sinatra e soltar o gogó em canções clássicas parecia inevitável. Mas ninguém esperava que esses clássicos seriam em italiano! Nem que Mike contrataria uma enorme orquestra para acompanhá-lo! Pois bem, foi isso que ele fez e o resultado é divino! E, neste ano, o projeto Mondo Cane deve desembarcar no Brasil para tocar no Rock in Rio. Preparem-se!

Codeine Velvet Club – Codeine Velvet Club
No intervalo entre o segundo e terceiro disco dos Fratellis, o vocalista e guitarrista Jon Lawler juntou forças com a cantora Lou Hickey para criar uma banda. A ideia era misturar o background roqueiro dele com as raízes jazzísticas dela. Assim surgiu o Codeine Velvet Club, que agradou tanto o compositor, que fez com que ele largasse de mão os Fratellis e assumisse compromisso total com sua nova banda. Escutando o disco de estreia do Codeine, não resta dúvidas de que Jon Lawler fez a escolha certa.

Stone Temple Pilots – Stone Temple Pilots
Quando uma banda resolve voltar das cinzas, nem sempre o talento retorna junto. Mas felizmente esse não foi o caso do Stone Temple Pilots, que reapareceu com um disco cheio de bons riffs de guitarra e o inconfundível vocal de Scott Weiland. Infelizmente, o vigor encontrado no disco não tem aparecido com a mesma força nas apresentações ao vivo. Mas isso é outra história…

Nina Becker – Azul e Vermelho
A cantora Nina Becker, conhecida pelo seu trabalho ao lado da Orquestra Imperial, lançou em 2010 seu primeiro disco solo. Ou melhor, seus dois primeiros: “Azul” e “Vermelho” foram lançados simultaneamente. Para compor “Azul”, Nina escolheu um repertório de canções melancólicas e introspectivas, onde sua voz é o principal personagem. Usando como banda de apoio os músicos do grupo Do Amor, a cantora apostou em arranjos criativos e leves, perfeitos para acompanhar a maciez de sua voz. Já “Vermelho” é uma espécie de irmão mais alegre do disco “Azul”. Porém, diferentemente do outro, que demorou três anos para ser terminado, “Vermelho” foi concluído em apenas quatro dias em gravações ao vivo com os mesmos músicos. Duas canções, “Lá e Cá” e “Janela”, aparecem em ambos os discos em versões distintas, deixando claro que há elementos que costuram (e muito bem) um álbum ao outro.

Cee Lo – The Lady Killer
O single “Fuck You” certamente é uma das músicas do verão, deixando mais do que claro que Cee Lo é mestre na arte de compor bons hits pop. Depois de criar singles inesquecíveis com sua banda Gnarls Barkley, o cantor resolveu lançar esse disquinho solo que mescla influências dos anos 60, 70 e 80 em uma sonoridade atual e altamente viciante. Música chiclé, com certeza, mas daquelas que não perdem o sabor tão facilmente.

The Arcade Fire – The Suburbs
O terceiro álbum do Arcade Fire já constava nas listas de lançamentos musicais mais aguardados do ano e não decepcionou. A banda explorou outros lados da sua sonoridade, desde músicas mais alegres até momentos mais eletrônicos e experimentais. Os músicos parecem ter economizado nas muitas camadas de som que costumam utilizar, apostando em canções com mais espaço e menos instrumentos ao mesmo tempo. Funcionou!

Bonnie ‘Prince’ Billy & The Cairo Gang – The Wonder Show of the World
Sob a alcunha de Bonnie ‘Prince’ Billy, o compositor norte-americano Will Oldham lançou mais um grande álbum. “The Wonder Show of the World” traz o cantor fazendo aquilo que ele sabe fazer de melhor: um folk atual com belas melodias e ótimas letras. Para escutar tomando um bom vinhozim.

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