Marcelo Camelo é de todo mundo!

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imagem: Cassiano Rodka

por Cassiano Rodka

Como prometido ao público que estava em seu primeiro show solo em Porto Alegre, Marcelo Camelo retornou ao palco do Teatro do Bourbon Country. Além da excelente banda que acompanha o músico, o Hurtmold, Marcelo também trouxe um velho conhecido: Bubu, o trompetista do Los Hermanos. A adição fez uma bela diferença, com os lindos improvisos tristes do trompete de Bubu demandando aplausos da galera. Depois de um ano na estrada, a banda voltou perceptivelmente mais afiada e com novos arranjos para algumas canções.

O show mais uma vez iniciou com Camelo sozinho no violão tocando “Dois Barcos”, primeira faixa do último CD do Los Hermanos. Na plateia baixa, dessa vez, foram dispensadas as cadeiras para abrir espaço para mais gente entoar as canções do compositor em pé e em uníssono. Outra diferença do primeiro show para esse segundo é que as músicas do disco solo já estavam na boca do público, resultando em belos momentos, como em “Doce Solidão”, que Camelo deixou para a galera cantar por inteiro, fazendo apenas os assobios. “Janta”, que foi eleita a melhor música do ano de 2008 pela Rolling Stone brasileira, foi recebida aos gritos. As poucas canções mais dançantes, como “Menina Bordada” e “Vida Doce”, fizeram o público sacolejar um pouco.

Entre as surpresas, esteve a primeira performance ao vivo de “Teus Olhos”, música que o compositor gravou ao lado de Ivete Sangalo no mais recente lançamento da cantora.

No meio da apresentação, Marcelo mais uma vez ficou sozinho com o seu violão e surgiram dois dos melhores momentos do show. Primeiro, o arranjo suave de “A Outra” do Los Hermanos conquistou facilmente o público, que respondeu com uma explosão de aplausos que demoraram a parar. O músico seguiu com a triste melodia de “Santa Chuva”, faixa que já foi gravada por Maria Rita, e a interpretação emocionada despertou mais uma chuva de aplausos e gritos. Marcelo sorriu e declarou ao microfone que gostaria que todo show da turnê fosse como em Porto Alegre.

A marchinha “Copacabana” encerrou o show com a galera dançando e cantando animadamente a música, fazendo parecer que era um velho clássico. Marcelo voltou para um bis e mandou “Além do que se vê” para deleite dos presentes. A versão de 7 minutos da música teve solos instrumentais no final, quando cada músico foi deixando o palco até ficar apenas trompete e bateria.

Na saída, os sorrisos que saem do teatro deixam clara a satisfação de todos que estiveram presentes naquela noite. Como bem diz o próprio Marcelo Camelo na canção “Doce Solidão”, ele pode estar só, mas é de todo mundo.

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