R.E.M. em POA

por Cassiano Rodka

De uma pequena cidade para outra, o R.E.M. veio de Athens (Geórgia, EUA) para Porto Alegre para divulgar seu mais recente disco, “Accelerate”. Depois de um lançamento fraco em 2004 (o sonolento “Around the Sun”), a banda voltou este ano com um álbum enérgico e cheio de vida. As guitarras remetem aos timbres de “Monster”(de 1995) e a apresentação ao vivo mistura essa boa vibração das novas músicas com hits e faixas obscuras de toda a carreira da banda.

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imagem: Cassiano Rodka

O setlist tem variado bastante de cidade para cidade, o que torna cada apresentação uma surpresa p;ara os fãs. Em Porto Alegre, a banda demonstrou-se animada a noite inteira tocando desde os hits “Drive”e “Losing My Religion” até faixas mais lado B como “Ignoreland”e “I Took Your Name”.

As surpresas em Porto Alegre foram “Disturbance at the Heron House”, música lançada em 1987 no disco “Document”, e “Find the River”, a linda balada que fecha o disco “Automatic for the People” e que andava completamente fora dos sets da banda.

“Walk Unafraid” foi anunciada pelo vocalista como uma canção “que foi adotada internacionalmente como um hino gay, o que me deixa muito feliz”. O vocalista recentemente assumiu sua homossexualidade para a grande imprensa declarando que sabia que isso ajudaria muitas pessoas a se sentirem confortáveis a aceitar sua própria sexualidade também.

No hit “The One I Love”, o performático Michael Stipe desceu até o público para cantar segurado pelos fãs da primeira fila – o que me inclui. Momento inesquecível, cantando a letra com o simpático vocalista cara a cara conosco.

A pesada “Let Me In”, escrita em homenagem a Kurt Cobain veio em uma versão acústica belíssima, com todos os membros da banda tocando em roda. O set fechou com dois clássicos do R.E.M., “Orange Crush” e “It’s the End of the World As We Know It (And I Feel Fine)” que botou o Zequinha abaixo. Enquanto a galera ficava gritando por mais, alguns avisos escritos em português apareciam no telão: “Vocês querem mais?”, “Não podemos ‘esutar’ vocês”e “R.E.M loves Porto Alegre”.

A banda voltou no bis com uma enxurrada de sucessos e uma versão especial da canção “Cuyahoga”, que foi dedicada a Barrack Obama. Esse foi o primeiro show da banda após a eleição do presidente, então não faltaram pequenos discursos políticos por parte do vocalista e até manifestações do público presente.

As últimas duas músicas foram a balada “Everybody Hurts”, uma das mais emocionantes do show, e a super cantável “Man on the Moon”, que, como o próprio vocalista já definiu: “é uma música cheia de yeah yeah yeahs, então todos podem cantar”.

No fim do show, a vontade era de que ele tivesse pelo menos mais uma hora de duração. Não que ele tenha sido pequeno. A carreira da banda é que é grande demais para caber em apenas duas horas. Mas se esse é o fim, I feel fine.

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imagem: Cassiano Rodka

O setlist em Porto Alegre:

01. Living Well Is the Best Revenge
02. I Took Your Name
03. What’s the Frequency, Kenneth?
04. Animal
05. Drive
06. Disturbance at the Heron House
07. Man-Sized Wreath
08. Ignoreland
09. Hollow Man
10. The Great Beyond
11. Electrolite
12. Imitation of Life
13. Walk Unafriad
14. The One I Love
15. Find the River
16. Let Me In
17. Horse to Water
18. Bad Day
19. Orange Crush
20. It’s the End of the World As We Know It (And I Feel Fine)

21. Supernatural Superserious
22. Losing My Religion
23. Cuyahoga
24. Everybody Hurts
25. Man on the Moon

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