A doce solidão de Marcelo Camelo

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por Cassiano Rodka

Pontualmente às 21h, Marcelo Camelo entrou sozinho no palco do Teatro do Bourbon Country sob uma chuva de aplausos. Sentou-se em um banco, pegou o seu violão e começou a dedilhar as notas de “Passeando”. O público, em silêncio, ouvia o cantor dar o tom de seu apresentação: um show intimista, emocionado e descontraído.

O tempo que o Los Hermanos está dando parece estar fazendo muito bem ao compositor, que demonstrou estar muito à vontade com essa forma mais tranquila de apresentar seu repertório. Variando entre performances solo ao violão e outras ao lado do Hurtmold, sua excelente banda de apoio, Marcelo tocou todas as músicas que compõem o seu primeiro trabalho. O dueto com Mallu Magalhães, “Janta”, não teve a participação da moça, mas, em compensação, teve um entusiasmado acompanhamento do público, que entoou toda a letra com Camelo, provando ser essa uma das canções mais assimiláveis do novo álbum. “Doce Solidão”, uma das minhas preferidas, fez todo mundo assobiar junto a melodia da música e, aos poucos, o silêncio do público presente foi sendo tomado por gritos , declarações amorosas e pedidos de música.

Além de suas novas canções, Camelo tocou ainda algumas de suas preferidas do repertório do Los Hermanos, para delírio dos fãs que cantaram em coro todas elas. “Pois é” foi interpretada com muita emoção, sendo um dos destaques da noite. “Morena” veio em versão meio dub, meio jazzística com direito a inspirados solos de trompete do músico Rob Mazurek. Ele ainda guardou “Dois Barcos”e “Fez-se Mar” para tocar sozinho ao violão no bis. Difícil foi deixar o palco. Marcelo voltou mais de uma vez para cantar com a galera depois de encerrar o set com a marchinha “Copacabana”, que fez todo mundo levantar da cadeira e dançar.

No primeiro bis, surpreendeu tocando “Cara Valente”, música que entrou no primeiro CD de Maria Rita. Encorajou a galera a entoar os sopros de “Além do que se vê”, do Los Hermanos, e disse que sairia enquanto todos cantavam, garantindo “vai ficar bonito, cês vão ver”. De fato, estava bonito, mas bastou o moço levantar do banco pra galera parar de cantar e gritar para que ele ficasse mais um pouco. Encerrou com “Fez-se Mar”agradecendo a presença da galera no que ele afirmou ser o melhor show da turnê até agora. Pode até parecer trova de músico, mas eu não me surpreenderia se de fato for verdade. E ele garantiu que volta em breve. Tomara!

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