Os 10 novos mandamentos de dEUS

dEUS_Vantage Point.jpg

por Cassiano Rodka

Desde que escutei os dois primeiros singles do novo álbum do dEUS, “The Architect” e “Slow”, fiquei curiosíssimo para ouvir o que viria por aí. Depois de semanas espreitando os meus softwares de música preferidos, enfim consegui pôr as mãos nas 10 faixas do belo “Vantage Point”.

Se tem uma palavra que define o novo álbum é groove. Desde os primeiros riffs de “When She Comes Down” até os baixos a la Joy Division de “Is a Robot”, as músicas vêm bastante carregadas de suingue. A sonoridade lembra um pouco o álbum anterior, “Pocket Revolution”, mas em “Vantage Point”, a banda abre um pouco mais seu leque, explorando alguns novos territórios musicais.

“When She Comes Down” inicia o disco com um sabor diferenciado, dando o tom de que as novas músicas trazem outros caminhos para a banda. “Oh Your God” segue com uma sonoridade mais característica do dEUS, um rock puto da cara com Tom Barman declamando furiosamente a letra. A terceira faixa, “Eternal Woman”, é um possível próximo single. Prima de “Little Arithmetics” e “7 Days, 7 Weeks”, a típica balada dEUS com violões e belas melodias vocais, desta vez com um backing vocal feminino no refrão soletrando suavemente “E-T-E-R-N-A-L”.

Os dois singles do disco, “The Architect” e “Slow”, aparecem em sequência. “Slow” com seu refrão grandioso e direito a backings femininos da vocalista do The Knife, Karin Dreijer; e “The Architect”, rockinho feito para as pistas de dança, com ecos de The Clash e Zoot Woman.

Um dos destaques é a canção “The Vanishing of Maria Schneider”, uma balada indie-pop com toques de Velvet Underground e R.E.M., cuja letra homenageia a atriz francesa Maria Schneider, mais conhecida pelo seu papel no filme “O Último Tango em Paris”. Mas a maior surpresa mesmo se revela na última faixa, “Popular Culture”, provavelmente a música mais pop já composta pela banda, com direito a criançada cantando junto o refrão. A letra é muito bacana, uma crítica à adoração da cultura americana e inglesa em detrimento da cultura local.

Confesso que acho que a banda já não tem mais o poder que teve nos anos 90, mas continua sendo uma das mais criativas da atualidade e “Vantage Point” certamente merece ser escutado.

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