Maio

maio

por Clarice Casado

Sentir seu corpo frio foi o pior. Reconhecia-o sempre pelo calor. Gelou. O que doía era não poder explicar. Ter que calar-se quando precisava gritar. Da multidão que chegava para olhar o cadáver dela, beijando-lhe ora a mão, ora o rosto, não queria nada. Não esperava nada. Não ouvia nada. Na lembrança, a dor cortante do dia em que se tornaram elas.

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