Mosca-morta

mosca-morta

por Clarice Casado

Levava bolada na cara, cuspe na cabeça, chute de tudo que era lado.
João sofria, sofria, sofria. Caladinho, sofria. Era ignorado em casa.
Zumbia. É, de vez em quando zumbia. Numa droga de manhã de segunda-feira, bateu as asinhas nojentas e voou pra sempre dali.

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